Aumento Bitcoin
24 de junho de 2020

A valorização do Bitcoin após a crise do Coronavirus

Por cursoronaldosilva

Que a pandemia causada pelo novo coronavirus trouxe uma nova ordem mundial e tem nos ensinado novos jeitos de fazer o que já fazíamos, isso nós já percebemos.

E que a economia tem sofrido visivelmente, em todos os seus setores, também é algo facilmente notório.

Na mesma mão do triste crescimento no número de casos pelo mundo, a liquidez das criptomoedas também apresenta simultânea evolução, indo de encontro aos termômetros da economia tradicional.

No Brasil, a pandemia chegou desestruturando a base da economia e fez reverberar suas consequências em todos os setores. Mas, novamente, a Bitcoin não seguiu esse mesmo caminho

Essa controvérsia tem uma explicação e nós vamos abordá-la logo mais. Continua a leitura para saber sobre a valorização da Bitcoin após a crise do coronavirus e as previsões a curto e médio prazo.

O que mudou para a criptomoeda com a COVID-19?

Como dito, no começo, por volta de meados do mês de março, a volatilidade do mercado, de uma forma geral, desestabilizou as decisões dos traders.

Muitos empreendimentos foram compulsoriamente fechados por decisão do poder público, o que motivou um número muito grande de perda de receita e até falência. Ao mesmo tempo, outros negócios ganharam um espaço inesperado e começaram a deslanchar.

Essa instabilidade nos mercados clássicos curiosamente impulsionou a valorização da Bitcoin após a crise do coronavirus.

No Brasil

O isolamento social começou oficialmente no Brasil no mês de março. De lá pra cá, muitos número positivos em relação à Bitcoin, novamente indo contra tudo o que tem se observado na economia usual.

Isso se deve não somente ao momento de crise na saúde, mas à popularização das criptomoedas no país no ano de 2019 e o natural crescimento de adeptos e de ativos nesse começo de atividade. O trade de Bitcoins e outras moedas virtuais já funciona com força expressiva para a economia do país mas esbarra em questões burocráticas, como por exemplo sua regulamentação e sua utilização subsidiária ou concomitante com a atividade financeira tradicional.

Qual a relação da pandemia com a valorização do Bitcoin?

Muitos especuladores estão atribuindo a valorização do Bitcoin com a crise do coronavirus por meio de uma alusão que não necessariamente entende-se como a explicação mais provável.

Isso porque o inusitado crescimento das métricas começou após a eclosão do vírus na China, no final de 2019.

As primeiras conclusões alcançadas foram que investidores estariam freando a compra de ações e outros rendimentos tradicionais e depositando maior confiança na compra e venda de moedas virtuais.

O intuito seria proteger o patrimônio, visto que uma crise sem precedentes como essa que estamos vivendo, a nível mundial, é capaz de trazer consequências inimagináveis.

Alguns estudiosos acreditam que o coronavirus seria mesmo a justificativa, dada a relação comercial que a China tem com o restante do mundo.

No entanto, essa valorização do Bitcoin também pode estar atrelada à aproximação do halving, que historicamente sempre gerou um crescimento nas transações da moeda virtual.

Ou então, de forma bem simplificada e sem grandes segredos, à dinâmica do mercado, que é natural apresentar crescimento à medida que mais pessoas vão aderindo.

O halving em 2020

O halving em 2020 foi o terceiro, depois do de 2012 e o de 2016. Funciona basicamente como uma revisão de tempos em tempos do valor da Bitcoin.

Os últimos halvings foram de grande expectativa e todos eles resultaram numa valorização da criptomoeda, equivalente a mais de vinte vezes o seu preço anterior.

Inclusive o mais recente (em 2020). A alta foi de 2,6% e a maior criptomoeda alcançou os US$10.119.

Esse é, portanto, um dos principais indicadores para que a postura atual de destaque das moedas virtuais não seja relacionada apenas ao fator crise.

Conclusão

A valorização do Bitcoin no auge da crise do coronavirus tem explicações que surgem de diferentes vertentes, como foi explicado.

À medida em que muito se investe e se lucra nesse período, a tendência é que futuramente a criptomoeda tenha seu valor reduzido e, portanto, não apresenta mais um crescimento tão vantajoso.

Ou seja, o lucro exorbitante passe a não ser mais uma constante.

Mas essa oscilação de mercado já é grande conhecida dos traders e investidores. Hoje, mesmo em meio a tantas incertezas, a volatilidade é comum e a Bitcoin, de acordo com a especulações, a longo prazo continuará sendo um excelente investimento.